Novo bispo auxiliar para o Rio de Janeiro

A Nunciatura Apostólica no Brasil anunciou nesta quarta-feira, 7 de junho, que o Papa Francisco nomeou o padre Juarez Delorto Secco, 47 anos, como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Até então, pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo, e integrante do Clero da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES), no Regional Leste 2 da CNBB, o eleito auxiliará o governo pastoral do Cardeal Orani João Tempesta.
A ordenação episcopal será no dia 9 de setembro, às 16h, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, e sua apresentação na Arquidiocese do Rio será no dia 7 de outubro, às 9h, na Catedral de São Sebastião.


Seja bem-vindo, Monsenhor Juarez Delorto Secco!

O Santo Padre, o Papa Francisco, na sua solicitude pela Igreja Católica que peregrina em todo o orbe, escolheu no presbitério da Diocese de Cachoeiro deItapemirim, ES, o Reverendíssimo Monsenhor Juarez Delorto Secco, nomeando-o Bispo Titular de “Vesegela di Numidia”, e Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Caro Mons. Juarez, quero acolhê-lo, de coração aberto, como nosso precioso colaborador no serviço alegre à grande metrópole carioca.

O Reverendo Padre Juarez Delorto Secco, com dezesseis anos de ordenação sacerdotal, nasceu em 04 de julho de 1970, em Cachoeiro de Itapemirim, ES, filho de Alfredo Secco e de Dona Marcelina Delorto Secco. Foi batizado em 26 de julho de 1970, na Paróquia Nossa Senhora da Consolação. Frequentou o propedêutico e curso de filosofia no Seminário Bom Pastor, em Cachoeiro de Itapemirim, ES. Estudou Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória, ES, residindo no Seminário Maior São João Maria Vianney. Foi ordenado Diácono pela imposição das mãos de Dom Luiz Mancilha Vilela, então Bispo de Cachoeiro deItapemirim, ES, em 12 de novembro de 2000, na Paróquia São Geraldo Magela, em Cachoeiro de Itapemirim. Foi ordenado presbítero pela imposição das mãos de Dom Luiz Mancilha Vilela, em 10 de março de 2001, na Paróquia São Filipe, Bairro Aeroporto, em Cachoeiro deItapemirim. Atualmente é o Pároco da Paróquia São Pedro – Catedral de Cachoeiro de Itapemirim, ES; Chanceler do Bispado de Cachoeiro de Itapemirim, ES, bem como Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, ES.

Monsenhor Juarez é Bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim (FDCI), pós-graduado, com especialização em Processo Matrimonial Canônico, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Também obteve Pós-graduado lato sensu em formação de Educadores, promovido em convênio com a Escola de Formadores da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil – OSIB – Sul IV e da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB-SC, com sede em Florianópolis, SC.

Como presbítero na Diocese de Cachoeiro deItapemirim, assumiu os seguintes ofícios: SAV – Serviço de Animação Vocacional, Vice-Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney, Chanceler da Cúria Diocesana, Membro do Conselho Presbiteral, Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, ES, Defensor do Vínculo da Câmara Eclesiástica de Cachoeiro de Itapemirim, Coordenador do Regional II da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Membro do Conselho Nacional do Prado, foi pároco da Paróquia São Miguel Arcanjo, em Guaçuí, ES, foi pároco da Paróquia São Sebastião, no bairro Aquidaban, na sede diocesana, e, atualmente, é pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo.

Com a chegada de Monsenhor Juarez, passaremos a contar com seis bispos auxiliares. Como bem disse o Papa Francisco, na alocução aos sacerdotes e seminaristas do Pontifício Seminário Campano, inter-regional de Posillipo: “o sacerdote é chamado a guiar o povo cristão, a discernir os sinais dos tempos, a saber reconhecer a voz de Deus na multidão de vozes, muitas vezes confusas, que se cruzam, com mensagens contrastantes entre si, no nosso mundo caracterizado pela pluralidade de sensibilidades culturais e religiosas”. (Cf. L’Osservatore Romano, quinta-feira, 11 de maio de 2017, número 19, página 4).

Jesus Cristo é o único Sumo Sacerdote do Novo Testamento, mas em Cristo, também, todo o povo de Deus foi constituído povo sacerdotal. Entre os seus discípulos, o Senhor Jesus escolhe alguns fiéis para o ministério sacerdotal, sempre em favor da santificação do povo de Deus, para continuar a missão de sacerdote e de pastor do Ressuscitado. Jesus enviou primeiro os Apóstolos e depois os Bispos e os seus sucessores, chamados ao serviço do povo de Deus. Portanto, a missão do Bispo Auxiliar é ser testemunha visível do Ressuscitado e servidor dos irmãos e irmãs, para santificá-los com o seu estilo de vida,conforme o estilo de vida de Jesus e a sua disposição em servir à comunidade diocesana para a qual foi enviado.

O mundo necessita de pessoas que escutem as angústias e agruras dos homens e das mulheres neste tempo complexo em que vivemos. Hoje, mais do que ontem, precisamos nos educar, permanentemente, na escuta respeitosa do outro, para poderdepois, anunciar a boa nova do Reino de Deus.

Ouvindo os irmãos e anunciando a santidade, o Bispo se esforça por ser aquele que brilha, como simboliza a mitra episcopal, a santidade de vida, para iluminar a vida dos fiéis com o triunfo do amor de Deus, que morrendo na Cruz, redimiu a humanidade e nos deu a possibilidade de viver a vida da graça santificante. Só o testemunho do amor de Deus nos capacita para denunciar a força do mal,gerador de sofrimentos, e responder ao clamor dos que sofrem. Possam eles, então, uma vez convertidos, viver e testemunhar a paz, construindo uma sociedade sem violência e alicerçada nos valores da vida e da fraternidade.

Por isso, a comunhão do Bispo Auxiliar com o Arcebispo e toda a Arquidiocese é a viva expressão da colegialidade episcopal. Assim, a primeira atividade do Bispo, como o pregador da Palavra de Deus, é comunicar a todos os homens e mulheres o Evangelho da Misericórdia, estando atento, especialmente, às situações de desventura, de pobreza e de dificuldade, levando a presença consoladora da Igreja e transformando, com o seu testemunho, estas realidades que merecem especial atenção do ministério episcopal. Bem aqui no Rio de Janeiro, disse o Papa Francisco: “A comunhão é uma teia que deve ser tecida com paciência e perseverança, que vai gradualmente «aproximando os pontos» para permitir uma cobertura cada vez mais ampla e densa. Um cobertor só com poucos fios de lã não aquece. É importante lembrar Aparecida, o método de congregar a diversidade; não tanto a diversidade de ideias para produzir um documento, mas a variedade de experiências de Deus para pôr em movimento uma dinâmica vital. Os discípulos de Emaús voltaram para Jerusalém contando a experiência que tinham feito no encontro com o Cristo Ressuscitado (cf. Lc24, 33-35). E lá tomaram conhecimento das outras manifestações do Senhor e das experiências dos seus irmãos. A Conferência Episcopal é justamente um espaço vital para permitir tal permuta de testemunhos sobre os encontros com o Ressuscitado, no norte, no sul, no oeste… Faz falta, pois, uma progressiva valorização do elemento local e regional. Não é suficiente a burocracia central, mas é necessário fazer crescer a colegialidade e a solidariedade; será uma verdadeira riqueza para todos”.(cf. https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2013/july/documents/papa-francesco_20130727_gmg-episcopato-brasile.html) Último acesso em 04 de junho de 2017.

Monsenhor Juarez, como nosso novo Bispo Auxiliar, colocará em prática a sua apreciada e fecunda atividade pastoral nestes quase vinte anos a serviço do povo de Deus. Estamos esperançosos e felizes com sua chegada e presença. Que o senhor, como nosso intrépido Bispo Auxiliar, se delicie em percorrer a nossa vasta Arquidiocese, levando o amor de Deus e testemunhando o Senhor Jesus. E, por fim, ao desejar-lhe um profícuo ministério episcopal, faço, literalmente, minhas as palavras do Papa Francisco: “Peço-vos que o primeiro rosto a guardar no vosso coração seja o dos vossos sacerdotes. Não os deixeis expostos à solidão e ao abandono, como presa do mundanismo que devora o coração. Estai atentos e aprendei a ler os seus olhares, para vos alegrardes com eles quando se sentem felizes contando tudo o que «fizeram e ensinaram» (Mc 6, 30), e para não os abandonardes quando se sentem um pouco desanimados, só conseguindo chorar porque «negaram o Senhor» (Lc 22, 61-62), e também para os apoiardes, em comunhão com Cristo, quando algum, abatido, sair com Judas «na noite» (Jo 13, 30). Nestas situações, nunca falte a vossa paternidade de bispos para com os vossos sacerdotes. Encorajai a comunhão entre eles; fazei com que possam aperfeiçoar os seus dons; inseri-os nas grandes causas, porque o coração do apóstolo não foi feito para coisas pequenas.

(Cf. http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/discursos/discurso-do-papa-aos-bispos-do-mexico/) Último acesso em 04 de junho de 2017.

Ao desejar-lhe boas vindas em nossa Arquidiocese, associando-o ao nosso colégio de Bispos Auxiliares, confio todo o seu ministério sacerdotal a Nossa Senhora Aparecida, para que ela preencha o seu coração, caríssimo Monsenhor Juarez, da virtude da esperança, confiante no mistério de Deus. Que nas fadigas desafiantes da ação episcopal dentro de nossa Arquidiocese esteja sempre presente a Virgem Maria, a Mãe que Jesus ofereceu a todos nós, para amparar os nossos passos e dizer ao nosso íntimo: Levanta-te, porque Cristo te chama para testemunhar a luz do Redentor nesta Arquidiocese, que passa a ser a sua cidade e a sua seara na vida apostólica. Que São Sebastião o guie nas terras cariocas. Sê bem-vindo!

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro